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06/05/19 - 00h58 - atualizada em 06/05/19 às 01h00

Roman reafirma compromisso de ajudar a trazer Colégio da PM para Irati

Em julho de 2018, o deputado do PSD disse que o governo federal havia empenhado R$ 4,3 milhões para a construção de um colégio com 12 salas

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Henrique Sava 

Em 2018, Evandro Roman declarou à Najuá que o governo federal já havia empenhado o recurso de R$ 4,3 milhões para construção de um colégio militar com 12 salas em Irati

Depois que o deputado estadual Hussein Bakri (PSD), líder do governo na Assembleia Legislativa (ALEP), assumiu o compromisso de pleitear junto ao Estado a implantação de um Colégio da Polícia Militar (CPM) na cidade de Irati, o deputado federal Evandro Rogério Roman (PSD-PR) reafirmou seu empenho nessa questão. “Fizemos uma indicação, aqui em Brasília, do encaminhamento de uma escola nos padrões do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], do MEC [Ministério da Educação] de 12 salas, no valor de R$ 4,3 milhões, que é o valor colocado pela estrutura do governo federal”, afirma.

O empenho de R$ 4.396.000,00 para a construção já estava assegurado no final do primeiro semestre de 2018, de acordo com o parlamentar. Entretanto, a transição de governo e a troca de Ministros da Educação, acabaram atrasando o andamento desse repasse. “Mas temos esse compromisso, do Colégio da Polícia Militar em Irati, como também tenho [o compromisso] em dois outros municípios e em todos estamos fazendo o encaminhamento, tal qual realmente nos comprometemos com a população”, diz. Roman pleiteia também a construção desses colégios em Cascavel e Marechal Cândido Rondon.

Segundo o parlamentar, é também um desejo do governador Ratinho Júnior (PSD) em implantar Colégios da Polícia Militar em vários municípios paranaenses. “Já discutimos com ele e com o coronel Péricles [de Matos, comandante-geral da PMPR], que é de Irati e tem suas raízes aí, de que está mantido o projeto que iniciamos há praticamente um ano e meio, dois anos atrás. O que temos agora, e é desfavorável ainda, é a questão do tempo e essa articulação de um novo governo no Estado do Paraná e um novo governo também aqui em Brasília. A partir de quando isso aqui engrenar, teremos aí, junto com o Hussein Bakri, a instalação do Colégio da Polícia Militar em Irati. Requer ainda um pouco de tempo, mas que sairá, podem ter certeza, porque esse é um compromisso que tivemos e temos com Irati”, assegura.

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O deputado explica também que cada ente possui uma competência específica no desenvolvimento desse projeto. Cabe ao município, por exemplo, indicar e ceder o terreno onde o colégio será construído.

Ao Estado, por sua vez, cabe equipar a instituição com a estrutura da Polícia Militar, em sua parte administrativa. “Os professores são civis, mas são trazidos da própria rede de ensino do Estado do Paraná, que tenham perfil para atuar junto a esses Colégios da Polícia Militar”, acrescenta.

“O terceiro viés, do governo federal, é o que nos compete aqui, que é buscar os recursos para a implantação deste colégio no município de Irati. São três ações, mas estamos trabalhando de forma harmônica. Depois de toda essa estrutura montada, haverá uma única ingerência, que é o comando da Polícia Militar sobre o colégio, de ponta a ponta. O governo federal sai, o município sai, e fica só o governo estadual, com a Polícia Militar, fazendo todo esse encaminhamento e o comando, desde o diretor da escola e a orientação pedagógica”, ressalta.

O deputado frisa que tem realizado uma série de reuniões com o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), José Maria Ferreira, e com o coronel Ronaldo de Abreu, comandante da Academia Policial Militar do Guatupê, que substitui o coronel Mauro Celso Monteiro, que era responsável pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Polícia Militar e estava participando das tratativas para a instalação do Colégio em Irati.

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Além das 12 salas de aula, o projeto contempla uma quadra poliesportiva coberta e estrutura administrativa. “Claro que se deixa um espaço maior para que, depois, aos poucos, possa ir se ampliando, com uma pista de atletismo, uma piscina aquecida para natação. Aí o projeto vai ganhando corpo aos poucos. Mas o princípio é colocar o suficiente para lançar, dentro de uma estrutura excelente e, depois, aos poucos, vai melhorando, como também é a proposta para os outros colégios, em Cascavel e Marechal Cândido Rondon”, comenta.

Quanto ao empenho de R$ 4.396.000,00, que o deputado tinha assegurado em 2018, Roman explica que o Ministério da Educação havia disponibilizado o recurso, mas o repasse dependeria, no entanto, de autorização do Ministério da Economia (leia-se Paulo Guedes), para que faça o pagamento ao município. “O dinheiro não está no município ainda. Assim que ele autorizar o pagamento deste empenho, que ele deixou na reserva, dizendo ‘olha, isso aqui vamos fazer, porque temos interesse educacional, social e político. Mas vamos fazer quando tivermos dinheiro’. Agora, vai a pressão política nossa para que ele libere o mais breve possível”, afirma o deputado federal.

Áreas sondadas

No ano passado, a Polícia Militar, inclusive, já esteve em Irati avaliando as duas áreas oferecidas para a construção: um terreno em frente ao Colégio Florestal, na Vila São João, e o imóvel que abrigava o antigo Colégio Sagrado Coração, no bairro Engenheiro Gutierrez, ao lado do campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro).

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O secretário municipal de Planejamento, João Almeida Júnior, explica que a determinação do prefeito Jorge Derbli (PSDB) é a de que essa tratativa seja cumprida o mais breve possível a fim de acelerar a instalação do Colégio da Polícia Militar no município. “Esse assunto voltou a ser trazido para nós, pelo deputado Hussein Bakri, que trouxe novamente essa possibilidade junto ao governo do Estado e ao governo federal, numa parceria. Para fazer isso rápido, gostaríamos de aproveitar alguma instituição de ensino já regulamentada e já consolidada aqui do município, para que usemos essa estrutura”, diz.

Portanto, uma das novas possibilidades estudadas seria a de adaptar uma estrutura já existente em vez de construir um colégio novo. “Em alguns terrenos que fomos ver, teria que começar a construção do zero. Então, gostaríamos de já deixar disponível, ao governo do Estado e ao governo federal, alguma instituição que já seja de posse do município para que possamos fazer algumas pequenas adaptações e começarmos, se eles assim o desejarem, essa obra o mais rápido possível e com poucas intervenções, para podermos, no máximo em um ou dois anos, colocar em funcionamento este colégio”, explica João Almeida.

“Se começarmos do zero, sabemos que vamos levar, no mínimo, uns três anos, entre começar a construir a estrutura e, aí, sim, fazer um processo de seleção dos professores e o processo de seleção de quais alunos vão estudar nesse colégio”, acrescenta.

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Devido ao processo de deterioração, por estar em inatividade há muitos anos, a estrutura do antigo Colégio Sagrado Coração não foi aprovada para ser aproveitada para a instalação do Colégio da Polícia Militar. A Prefeitura havia discutido essa possibilidade, pois teria a vantagem de utilizar a estrutura esportiva da Unicentro, que fica ao lado. Os diversos anos de abandono do prédio favoreceram infiltrações que culminaram com o desabamento do telhado e do assoalho do piso superior, sobrando apenas as paredes externas em pé.

“Para nós fazermos uma remodelação ali e um restauro do prédio, seria mais demorado e mais caro do que construirmos um novo. É um terreno que, infelizmente, está descartado para esse fim”, lamenta.

Valores e desempenho

O Colégio da Polícia Militar está em atividade em Curitiba desde 1960 e atinge resultados reconhecidamente positivos em função de seu programa pedagógico, que estimula a dedicação aos estudos, aos esportes e à cultura e que cultiva valores humanos, como a ética, a moral, o respeito e o civismo.

Além dos recursos do MEC e da aprovação da PM, a instalação do Colégio em Irati dependia também da anuência do Estado, a quem compete disponibilizar os profissionais de educação e ampliar o efetivo da corporação de segurança, que precisa de, no mínimo, mais 25 policiais.

Em 2017, o CPM de Curitiba obteve média de 6,8 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), resultado acima da média estadual, que é de 4,6 pontos. As notas obtidas pelos alunos da unidade de Curitiba classificaram a instituição de ensino como uma das melhores do Paraná.

Uma parcela das vagas oferecidas pelo CPM se destina a filhos de militares estaduais da ativa e da reserva. As vagas restantes são destinadas à população civil. Para ingresso na instituição, os candidatos são submetidos a um processo seletivo que inclui prova de conhecimentos gerais e redação.

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