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20/10/19 - 12h02 - atualizada em 20/10/19 às 12h15

🔈 Requião Filho cumpre agenda política em Irati

De passagem pelos estúdios da Najuá, parlamentar comentou atividade na ALEP

Edilson Kernicki, com reportagem de Paulo Henrique Sava 

Requião falou sobre projetos polêmicos em discussão na ALEP

O deputado estadual Maurício Tadeu de Mello e Silva – mais conhecido como Requião Filho (MDB) – cumpriu agenda política em Irati na sexta-feira (18). Entre os compromissos do parlamentar, ele visitou as obras de revitalização do Parque Aquático com o secretário de Cultura, Alfredo Van Der Neut, que era prefeito de Irati na época de construção do parque, e com o prefeito Jorge Derbli (PSDB). A revitalização recebeu emenda do ex-senador Roberto Requião (MDB), pai do deputado.

De passagem pelos estúdios da Najuá, o deputado comentou a atividade parlamentar dentro da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), onde cumpre atualmente o segundo mandato consecutivo. Requião Filho foi reeleito com 82.650 votos em 2018, tendo sido o quarto deputado mais votado do Paraná. Ele é o atual 3º vice-presidente da Mesa Diretora da ALEP, integra a bancada de oposição e preside a Fundação Ulysses Guimarães no Paraná.

Ouça a entrevista completa com Requião Filho no fim do texto

Reforma Administrativa

Desde que foi eleito e, mais especificamente, desde que assumiu o mandato, o governador Ratinho Júnior (PSD) apresenta como um de seus principais objetivos o “enxugamento” da máquina pública, com a redução no número de Secretarias e a fusão de órgãos. Mesmo sendo do lado da oposição, Requião Filho afirma ser favorável à Reforma Administrativa, mas vê problemas na maneira como está sendo desenvolvida.

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“Sou a favor da reforma. Acho que reduzir o número de Secretarias, enxugar a máquina do Estado para ter a máquina necessária, diminuir cargos em comissão é interessante. O problema é que a atual reforma apresentada pelo governador está suspeita por lei. Quando ela foi apresentada, no início do ano, [à ALEP,] nós avisamos: esta reforma, este texto, foi feito por alguém que não entende da coisa pública, alguém que nunca mexeu com orçamento público do Estado ou de prefeituras. Um texto cru e ele precisa ser melhorado. Do jeito que está, vai travar o Estado”, critica.

Conforme Requião Filho, a reforma administrativa não está travada por mero capricho da oposição, mas por incompetência e por “falta de humildade da equipe do governador”. “Não éramos contra a reforma. Somos até favoráveis a uma melhor eficácia, por parte do governo. Mas eles são arrogantes o suficiente de não aceitar ajuda”, diz.

Requião Filho ao lado da diretora da Rádio Najuá, Jussara Harmuch e do secretário de Cultura, Alfredo Van der Neut

Aposentadoria de ex-governadores

Outro tópico que suscitou polêmica na ALEP ao longo de 2019 foi a votação sobre a proposta de fim da aposentadoria para ex-governadores. Requião Filho teve voto contrário ao fim da aposentadoria. O pai do deputado, Roberto Requião, é um dos oito ex-governadores que recebem benefício mensal de R$ 30.471,11.

Mário Pereira e Orlando Pessuti, que foram vices de Requião e assumiram como governadores durante oito meses cada um, em 1994 e 2010, respectivamente, também constam no seleto grupo. Os outros ex-governadores são Paulo Pimentel (1966-1971), Emílio Hoffmann Gomes (1973-1975), João Elísio de Ferraz Campos (1986-1987), Jaime Lerner (1995-2003) e Beto Richa (2011-2018). Alvaro Dias (1987-1991) e Cida Borghetti (2018-2019) não recebem.

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Três viúvas de ex-governadores recebem “pensão”. Uma delas é Rosi Costa Gomes da Silva, viúva do interventor federal (cargo equivalente a governador) Mário Gomes da Silva, que ocupou o cargo de 7 de outubro de 1946 a 6 de fevereiro de 1947. A segunda é Madalena Gemieski Mansur, viúva de João Mansur, que governou o Paraná por apenas um mês, em decorrência da morte do titular (Parigot de Souza). A terceira é Arlete Richa, viúva do ex-governador José Richa, que governou o Paraná de 1983 a 1986.

“É um direito adquirido. Ato jurídico perfeito. Existia a lei, a lei permitia. Critérios objetivos atingidos. Nós iríamos retirar direitos adquiridos por quê? É uma questão de seguir a Constituição. Não dá para deixar o governador ficar buscando matérias positivas e atropelando a Constituição a cada vez que ele vir sua aprovação no governo cair”, argumenta.

No entanto, o deputado foi favorável à ideia de que o atual e os próximos governadores tenham suas aposentadorias especiais extintas. “Esse é um direito do governador. Ele se elegeu, o seu discurso foi aceito pela população. Se ele quer mudar as regras daqui para frente, podemos discutir, conversar, elaborar sobre os assuntos. O que não dá é para tirar direitos adquiridos das pessoas. Não se pode ir contra a Constituição para ganhar ‘likes’ no Facebook”, diz.

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Eleições 2020

O deputado aponta que, por enquanto, o nome cogitado pelo MDB para disputar as majoritárias em Curitiba em 2020 é seu primo, João Arruda, que foi candidato a governador no ano passado e ficou em terceiro lugar no 1º turno. O próprio Requião Filho foi candidato a prefeito da capital em 2016, mas ficou em quinto, com 5,6% dos votos, atrás de Rafael Greca (PMN) – 38,38%, Ney Leprevost (PSD) – 23,66%, Gustavo Fruet (PDT) – 20,03% e Maria Victória (PP) – 5,66%.

“Ele [João Arruda] tem que construir sua candidatura, formar um grupo, ganhar uma convenção e, assim, teria, de forma legítima, o direito a concorrer à Prefeitura de Curitiba, como em todos os demais diretórios do Paraná. Os diretórios precisam – e devem – estabelecer sua proposta, formar seu grupo, trabalhar seus candidatos, fazer suas convenções e escolher. Candidatura própria é sempre nossa preferência. Ou uma aliança, encabeçando a chapa como vice, e uma chapa de vereadores completa. Nosso sonho era de que o MDB tivesse candidato próprio nas 399 cidades do Paraná. Onde não for possível, que façamos parte da cabeça da chapa e sempre buscando uma chapa de vereadores completa”, afirma.

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Projetos de lei

O parlamentar é autor de projetos de lei sobre a aplicação de multas a agências reguladoras, na fiscalização da Copel e da Sanepar. Segundo Requião Filho, tem sido difícil avançar com o projeto porque “existe lá um pessoal que defende os acionistas, em vez de defender o povo, e esse pessoal faz um lobby muito forte dentro da Assembleia”.

De acordo com o deputado, o objetivo dos projetos é que Copel e Sanepar passem a respeitar os usuários desses serviços. “Hoje, a Copel deixa por horas sem luz um bairro inteiro. Às vezes, por mais de um dia. E o comércio que está lá? E a carne que está na geladeira? E se um hospital tiver um problema com o gerador? A Sanepar é a mesma coisa, às vezes, deixa bairros inteiros sem água por dois ou três dias. Como fica o restaurante que precisa lavar a louça e preparar o almoço e prestar seu serviço, a lavanderia, ou as donas de casa? Queremos, já que hoje essas empresas carecem de bom senso, queremos cobrá-las no bolso, onde dói nos acionistas, o respeito à população”, diz.

Golpe

Correu a notícia, nesta semana, de que um golpista estaria tentando ludibriar locatários de um apartamento no Guarujá (Litoral de SP). “O apartamento existe, só não é meu. Deve ter um dono, só não sei quem é. Estou lá acompanhando as redes sociais, como faço de praxe. De repente, chega uma mensagem via Facebook de uma menina dizendo: ‘aluguei um apartamento do deputado, mas está muito estranho, porque o ‘cara’ que me alugou não atende mais no WhatsApp e eu já paguei’. Respondi: ‘há um equívoco, porque o deputado não tem apartamento no Guarujá, muito menos para alugar’”, relata.

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Segundo Requião Filho, a locatária que foi enganada enviou a ele o contrato e, no documento, constava o nome e o CPF dele. O deputado acredita que o estelionatário tenha obtido o número de seu CPF na internet, porém acrescenta que as demais informações que constam no contrato estariam equivocadas – endereço, profissão e estado civil. “Ela achou o anúncio na OLX de um apartamento para alugar no Guarujá. Ela é do Mato Grosso. Já fica meu aviso: não procurem apartamentos para alugar em sites como a OLX ou Mercado Livre. Procurem em sites de imobiliárias ou em sites especializados e seguros”, complementa.

Ainda de acordo com o deputado, o apartamento foi anunciado para aluguel com diárias de R$ 70, um valor muito abaixo do mercado para a alta temporada. “Ela deposita o dinheiro de dez dias de aluguel na conta do sujeito e ele some. Sujeito de São Paulo, de Mogi. Ela procurou o nome no Google e me achou. Fiz um BO em Curitiba, ela fez um BO no Mato Grosso, informamos à Polícia Civil de São Paulo, em especial do Guarujá, e espero que esse estelionatário seja preso”, afirma.

Requião Filho acrescenta que o golpista já estava “treinado”, pois enviou à vítima uma série de fotos do apartamento no WhatsApp que, acredita, seja de um telefone pré-pago. “Não existe negócio da China. Se é muito bom para ser verdade, geralmente não é”, conclui.

Ouça o áudio completo da entrevista

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