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07/08/18 - 19h14 - atualizada em 07/08/18 às 19h28

Pauliki confirma candidatura a deputado federal

Deputado estadual do Solidariedade preferiu não concorrer à reeleição para disputar uma vaga na Câmara Federal

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub

Márcio Pauliki é presidente do diretório estadual do SD

O presidente estadual do Solidariedade (SD), o deputado estadual Márcio Pauliki, confirmou sua candidatura a deputado federal. O empresário foi eleito deputado estadual em 2014 pelo PDT e, durante o período de 30 dias de “janela”, trocou de sigla e assumiu a presidência da Comissão Provisória Estadual do Solidariedade no Paraná. A chamada “janela de infidelidade partidária” é prevista pela Lei 13.165/2015 e prevê que, nesse período, os parlamentares possam trocar de partido sem perderem os mandatos.

Após o ex-senador Osmar Dias desistir de concorrer ao cargo de governador, Pauliki vai apoiar a candidatura do deputado federal João Arruda (MDB), que participará da disputa ao Palácio Iguaçu.

Ouça o áudio desta reportagem no fim do texto

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“Não tenho nenhum cargo indicado, em nenhum governo, acho essa a coisa mais ridícula da ‘política velha’, ter indicações políticas. Não tenho, nem no governo municipal, nem no estadual, nem no federal. É ficha limpa, é renovação. Enfim, é por isso que estamos buscando um novo desafio, que é a candidatura a deputado federal, para poder trazer mais recursos ainda”, afirma.

O deputado estadual acredita que disputar um cargo diferente, por se afirmar contrário à reeleição, representa uma espécie de fuga da “zona de conforto” que é, segundo ele, exercer mandatos sucessivos na mesma função. “Não acredito em reeleição, acho que você fica numa zona de conforto e busca reeleição, segundo, terceiro, quarto mandato no mesmo lugar. Depois de ser deputado estadual, me considero preparado para assumir uma cadeira no Congresso Nacional, que ficou moribundo durante quatro anos. As pessoas não vão votar, muitas vezes, porque os deputados federais ficaram lá durante quatro anos discutindo se tira ou coloca presidente. Fora isso, teve um gasto exorbitante. Para se ter uma ideia, o Congresso gastou R$ 11 bilhões em um ano. Isso equivale a R$ 1 milhão por minuto, mais do que a Lava Jato tem de verba por ano, que a Polícia Federal (PF) tem de verba por ano para poder ir atrás da corrupção. Precisamos de cada vez mais políticos gestores e não os profissionais. E é isso que acredito: que possamos buscar mais recursos principalmente através de técnica”, justifica.

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Pauliki também argumenta que, para concretizar a proposta de descentralizar a oncologia pediátrica, por exemplo, depende de emendas impositivas, através do governo federal, recursos que são indicados pelos deputados federais.

Troca de partido

Sobre a troca de partido – o deputado migrou do PDT para o SD, durante a “janela”, Pauliki defende que houve divergências entre ele e a direção da sigla no que dizia respeito ao impeachment de Dilma Rousseff: ele era favorável e o PDT era contrário ao afastamento da então Presidente. “Afinal de contas, a economia estava em frangalhos, não se tinha mais poder sobre o Congresso Nacional. Íamos simplesmente arrebentar com o País. Não que este que está aí, o [Michel] Temer, seja uma grande solução. É como se fosse um Benzetacil ou se fosse um remédio amargo que tivemos que tomar, justamente por tantos desvios nos últimos anos, onde se institucionalizou a corrupção”, compara.

Conforme Pauliki, o Solidariedade dá a ele, hoje, a oportunidade de fazer uma política diferente, como presidente estadual do partido, “por ter essa liderança e poder imprimir, no Paraná, com liberdade, essa gestão mais profissionalizada da política, de forma correta, sem os vícios políticos de antigamente”, afirma o presidente do Solidariedade no Paraná.

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Redução da tarifa mínima da Sanepar

Em sua atuação na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o deputado defendeu a redução da tarifa mínima da água para contas que utilizam até dez metros cúbicos. Na prática, a tarifa mínima passou a ser cobrada apenas de quem consome cinco metros cúbicos ou menos ao mês. “Sempre fui a favor da extinção da tarifa mínima. Quando o governo baixou de dez para cinco metros cúbicos, a primeira impressão que deu foi a de que eles iriam baixar o valor. Mas não, aproveitaram aquele momento para dar um aumento de 8% na tarifa da água. Hoje, praticamente, quem consome cinco metros cúbicos paga quase a mesma coisa que quem pagava por dez”, lamenta.

O deputado afirma que, na ALEP, solicitou o pedido de reversão desse quadro, para que a tarifa mínima volte a ser cobrada de contas que consomem dez metros cúbicos ou menos por mês, dentro dos valores atuais, ou acabar com a tarifa mínima. “Sempre digo que os recursos que levamos para as regiões são obrigação, porque nada mais é que o mínimo do mínimo do retorno que temos que dar dos impostos, dos altos impostos que pagamos, através de nossas empresas do nosso dia a dia, do consumo de todo o cidadão”, diz.

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Saúde e obras sociais

Pauliki destaca que, ao longo dos últimos três anos e meio que esteve na ALEP, garantiu ao Centro-Sul o repasse de recursos do governo estadual da ordem dos R$ 2 milhões, entre veículos para a Saúde, para a Agricultura, recursos para pavimentação e para reforma de postos de saúde. Além desses valores, há as indicações de repasses para obras sociais, através da Nota Paraná Solidária. “Esse é um projeto de minha autoria, que são aquelas notas sem CPF, que vão para as entidades. Só na região Centro-Sul, foram mais de R$ 3,7 milhões em valores repassados a mais de 57 entidades. Irati, também, é claro, chegou a receber recursos da ordem dos R$ 700 mil, para entidades como a APAE e asilo, entidades que merecem todo o reconhecimento também financeiro do Estado. Nosso Nota Paraná Solidária é a forma mais justa que temos, justamente porque sai dos impostos diretamente para as entidades”, aponta.

O parlamentar também ressalta, na sua atuação em prol da Saúde no interior do Paraná, a destinação de emenda de R$ 1,47 milhão para a implantação do Instituto do Câncer no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, que fica em Ponta Grossa, no campus da UEPG no bairro de Uvaranas, mas que vai atender a toda a região. “Também vai atender a toda a região Centro-Sul, através do Hospital Regional, que fica em Ponta Grossa, na parte das leucemias, linfomas, enfim, o câncer hematológico. Estamos buscando a segunda fase, que é a oncologia pediátrica. Temos mais de 500 crianças, em toda a região, que vão para Curitiba toda semana e que queremos que fiquem mais próximas, fazendo esses tratamentos”, acrescenta.

Geração de empregos

Quanto aos condomínios industriais, como o que deve ser criado em Irati na região do IAPAR, o deputado comenta que todo o processo burocrático envolvido já está encaminhado. Entretanto, os convênios não podem ser assinados por ora, devido ao período pré-eleitoral. “Todo o processo burocrático foi superado. Vamos terminar, a partir de outubro, essa assinatura, que envolve sete cidades do Centro-Sul. Vamos ocupar o espaço do IAPAR, que vai dividir o ICMS entre todas as regiões em partes iguais. Isso vai ser de extrema importância para dar independência fiscal aos municípios, para que as indústrias possam vir, atraídas por esse polo industrial regional e dividir esses impostos, o que é tão importante para que toda a região possa crescer. Estamos com o Distrito Industrial Regional do Centro-Sul e outro dos Campos Gerais, num terreno cedido em Tibagi e outro no Norte Pioneiro, cedido por Arapoti. Queremos, claro, multiplicar esses Distritos Industriais por todo o Paraná, porque isso é geração de emprego”, afirma.

Segurança

Pauliki conseguiu também incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019 a construção de um Instituto Médico-Legal (IML) em Telêmaco Borba e outro em Irati. A instalação das duas unidades agilizaria o atendimento em casos de morte violenta e desafogaria a demanda do IML de Ponta Grossa, para onde são encaminhados os cadáveres oriundos das duas regiões.

“Temos também o pedido de uma Cavalaria, a ser colocada na cidade de Irati, através da Polícia Militar, e aí fazer os tratamentos de equoterapia, que regulamentei em todo o Estado. Também queremos descentralizar a questão da segurança, principalmente, a 13ª Subdivisão Policial (SDP), da Polícia Civil, que fica em Ponta Grossa, tem hoje 17 cidades. Queremos que Irati receba uma Subdivisão Policial e possa ali ter a sede de nove cidades e dividir a 13ª com Irati. Também o Subgrupamento de Bombeiros, temos um trabalho para que se torne um Grupamento e não mais ficar sob a jurisdição do 2º Subgrupamento de Ponta Grossa”, enumera o deputado.

Pauliki destaca que as iniciativas para a descentralização da saúde, dos polos industriais, da segurança pública vão permitir um desenvolvimento completo, econômico, sustentável e social.

“Como deputado de primeiro mandato, fui o que mais conseguiu verbas para a região, da história da política dessa região, num primeiro mandato estadual. São R$ 22 milhões, em valores, dos quais R$ 7 milhões foram para o Centro-Sul. Aí destaco Fernandes Pinheiro, Rebouças, Rio Azul, Teixeira Soares, Paula Freitas, Paulo Frontim. Todas essas cidades receberam recursos e também através do Nota Solidária”, comenta.

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