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08/08/18 - 00h50 - atualizada em 08/08/18 às 15h13

Odilon Burgath lança candidatura a deputado estadual pelo PDT

Ex-prefeito de Irati busca a oportunidade de representar a cidade e a região na Assembleia Legislativa (ALEP)

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 

Odilon Burgath foi prefeito de Irati entre os anos de 2013 e 2016

Advogado, servidor público na Vara do Trabalho de Irati e presidente do Diretório Municipal do PDT, o ex-prefeito Odilon Rogério Burgath confirmou sua candidatura a deputado estadual pelo Partido Democrático Trabalhista, durante as convenções estaduais, no último sábado (4). Há dois anos, Odilon trocou o PT pelo PDT, a convite de Osmar Dias, presidente estadual do partido, que pretendia se candidatar a governador e acabou desistindo do pleito, na semana passada. O PDT de Osmar Dias resolveu, portanto, se aliar ao MDB e apoiar João Arruda. 

“A experiência que tive como prefeito e tudo aquilo que pude realizar e ter de bagagem para também, dentro da Assembleia Legislativa (ALEP), ser um defensor de grandes causas que fogem à alçada do prefeito, como os investimentos em segurança pública, geração de empregos, projetos de lei que venham a incentivar o desenvolvimento da nossa região”, aponta Odilon como os motivos para concorrer a uma vaga no Legislativo Estadual.

Confira o áudio completo da entrevista com Odilon no fim do texto

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Odilon justificou sua candidatura diante da preocupação que tem, nos últimos anos, com a necessidade de os prefeitos da região da Amcespar precisarem recorrer a deputados eleitos por outras regiões do Paraná para obter recursos da esfera estadual. “Vejo com preocupação, há longos anos, a questão de nossa Amcespar com o trabalho de deputados de fora que trazem uma ou outra emenda. Mas precisamos de muito mais do que isso. Precisamos de um projeto de desenvolvimento. Cansamos de sermos chamados de ‘ramal da fome’, por muitos anos. Precisamos, realmente, legislar, cobrar do governador e ser uma voz ativa. Com a minha experiência como advogado, funcionário público – sou servidor do Judiciário Federal e também professor – acho que tudo isso contribui”, ressalta.

Outros fatores apontados pelo candidato como justificativas para entrar no pleito são a oportunidade de disputar pela primeira vez um cargo legislativo e a representatividade de seu grupo político.

Irati tem, neste ano, quatro candidatos a deputado estadual. Além de Odilon Burgath, o também ex-prefeito e ex-deputado estadual Felipe Lucas (PPS), e os vereadores Roni Surek (PROS) e Marcelo Rodrigues (PP). “Evidentemente, o ideal seria termos um único candidato. Mas também cada candidato tem o seu grupo, defende suas ideias e isso é natural e legítimo. O ideal era termos uma única candidatura, tanto que digo que minha candidatura, com as propostas que vou divulgar e que vou estar repassando para toda a nossa região, quero realmente que todos possam dar esse respaldo e esse apoio, com a bagagem de ex-prefeito, ter essa oportunidade na ALEP. Mas caso uma proposta ou outra não agrade, prefiro que nós possamos fortalecer a região”, comentou Odilon, ao ser questionado se o número de candidatos pode ser um obstáculo para concentrar os votos necessários para ser eleito.

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Nas proporcionais, o PDT está coligado ao Solidariedade (SD) e com o PCdoB. “Vamos ter mais de 40 candidatos a deputado estadual. Temos uma boa chance. É uma chapa competitiva, com candidatos com equilíbrio. É claro que isso só se confirma com a apuração dos votos, no dia 7 de outubro, mas há um equilíbrio. Temos candidatos que foram prefeitos de cidades menores do Paraná, menores até que nossa Irati. É uma incógnita saber o percentual que cada companheiro vai poder realizar nesse pleito. Temos também jovens lideranças que estão se apresentando. Estimamos que na faixa de 20 mil a 30 mil votos já há uma chance concreta nessa chapa de que uma vaga seja conquistada. Nossa expectativa é na faixa de quatro candidatos conseguirem uma vaga direta já no primeiro momento para a ALEP”, calcula Odilon.

Sobre a coligação na majoritária, em que PDT, Solidariedade e PCdoB apoiam a candidatura de João Arruda ao Governo do Estado, Odilon opina que ela representa a candidatura competitiva de oposição ao atual governo. “O atual governo é bifurcado em duas candidaturas: a da sucessora [Cida Borghetti], do PP, e o candidato do PSD, o ex-secretário [de Desenvolvimento Urbano], Ratinho Junior. Essas candidaturas representam uma continuidade do governo Beto Richa, que é aquilo que não queremos”, resume.

“Queremos um governo para o Paraná com outra visão, livre dos escândalos, com investimentos em áreas que estão tão necessitadas, como a saúde paranaense, a educação paranaense, a valorização dos funcionários públicos do Estado, a valorização das universidades. Tivemos aqui, há tempos atrás, a ameaça do fechamento do campus de Irati [Unicentro]. É isso que quero defender e lutar pela nossa universidade e fortalecer parcerias. Temos o Instituto Federal (IFPR) aqui; fortalecer com o Sistema S. Com esse plano de governo, que já trabalhávamos com o Osmar Dias, estamos agora adaptando. Porque o MDB também contribuiu, então no programa de governo do João Arruda, essas são nossas ideias e também acredito que é uma candidatura bastante competitiva”, pondera.

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Desistência de Osmar

O candidato a deputado estadual lamenta a desistência de Osmar Dias em lançar candidatura ao governo do Estado poucos dias antes do fim do prazo de convenções partidárias. “Ficamos muito entristecidos, fomos pegos de surpresa na sexta-feira (3), com o anúncio oficial, com a nota do próprio Osmar. É uma decisão que, no nosso entender, envolveu muito a questão emocional e familiar, porque ele se sentiu traído pelo irmão Alvaro Dias, que ele sempre apoiou, com sua candidatura a presidente, e esperava essa reciprocidade no seu apoio à candidatura a governador. O Alvaro optou em se aliar ao PSC para ter um candidato a vice na Presidência da República, coisa que ele não tinha, e no cenário estadual houve um acordo político para o Podemos (PODE), partido do Alvaro Dias, integrar coligação do Ratinho. Coisas que, eticamente, na política, não concordo”, analisa.

Odilon ressalta, ainda, que na nota em que comunicou a desistência da candidatura ao Governo do Estado, Osmar Dias também renunciou ao cargo de presidente do diretório estadual do PDT. “A política tem que mudar e renovar, nisso concordamos. Reformamos com novas lideranças, com novos pensamentos. A reforma política que foi feita não atinge em nada o anseio do povo brasileiro e o Osmar tem o direito, como cidadão. Realmente lamentamos. Houve um transtorno muito grande. Estávamos com o plano já todo formatado, encaminhado, fazendo reuniões, com o Osmar percorrendo o estado. Isso ia ter impacto na parte de tempo de televisão, de rádio, de propaganda [gratuita], porque a coligação ficou pequena, do PDT. Mesmo com uma coligação pequena, ele, em todos os cenários, disputava a liderança, na casa dos 30%”, observa.

“Cabe a nós continuar, porque as bandeiras levantadas não eram só do Osmar Dias. O plano de governo não era do Osmar Dias. Era um plano de Estado, de governo para a melhoria de vida dos paranaenses. Então, esse projeto tem que ser continuado, através de todos nós: filiados, militantes, candidatos e, agora, na chapa de nosso candidato a governador, João Arruda”, opina.

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Campanha mais breve

Sobre o período mais curto para a realização da campanha eleitoral, o candidato Odilon Burgath estabelece uma diferença em relação à experiência que teve quando concorreu à reeleição para prefeito, em 2016, quando já vigorava o atual formato. “Para deputado, que o número de municípios a percorrer é maior, então sentimos dificuldade mesmo. O que tenho feito já é buscar lideranças em cada município, nos municípios em que já temos uma participação maior. Eu, que fui prefeito e vice-presidente da Amcespar, quero, com muito orgulho, defender nossa Amcespar na ALEP, lutar para que o orçamento contemple Irati e toda nossa região, de forma muito incisiva, com a experiência que eu tenho, na Tribuna, de poder não deixar nossa região no fim da fila do orçamento do Paraná”, aponta.

O candidato afirma que tem procurado passar às lideranças políticas de municípios vizinhos o uso da internet e das redes sociais para divulgar sua mensagem. “Também terá um material de campanha, um material gráfico que será entregue. Teremos algumas equipes por aí. Será uma campanha bastante simples, com poucos recursos, sou um funcionário público. Será na base da sola de sapato, como já fiz na minha primeira campanha para prefeito, fiz na última, na eleição de 2016. É realmente levar, com muito amor, minha mensagem, com muito empenho, com os amigos voluntários. Terei muitos voluntários, pessoas que realmente gostam daquilo que fiz e das bandeiras que levanto. Fui um prefeito muito voltado para a saúde e para a educação, com alto investimento em ambos. Acho que essas são as bandeiras de toda a nossa Amcespar. Já percorri todos os municípios e tenho um pouquinho de experiência do que cada município precisa e de vivência para isso. Vamos ter espaço na TV e no rádio e vamos usar o corpo a corpo naquilo que for possível, dentro dessa caminhada em toda a nossa região”, descreve.

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