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13/06/18 - 13h05 - atualizada em 14/06/18 às 00h09

Na Câmara Municipal, Aciai se posiciona com relação a criação de feriado

Entidade é contra criação de feriado, mas apoia ações de fomento ao desenvolvimento turístico e religioso através da imagem de Nossa Senhora das Graças

Assessoria de Comunicação da Aciai


"Reconhecemos o esforço da Comissão de Manutenção da Santa em preservar a Colina, e transformar o espaço em santuário”, disse o diretor da Aciai, Oscar Muchau.
Na sessão de terça-feira (12), a Associação Comercial e Empresarial de Irati (Aciai) utilizou a Tribuna da Câmara de Vereadores de Irati para expor seu posicionamento e esclarecer aos vereadores e a população sobre os motivos e razões pela qual se opôs ao fechamento das empresas por mais um dia no mês de novembro, quando já possui dois feriados nacionais.

“Queremos deixar claro para todos de nossa Irati que a Aciai não é contrária à homenagem à Nossa Senhora das Graças, importante monumento que marcou o cinquentenário da cidade em 1957. Respeitamos a devoção dos iratienses e os milagres atribuídos à Nossa Senhora Graças, e reconhecemos o esforço da Comissão de Manutenção da Santa em preservar a Colina, e transformar o espaço em santuário”, disse o diretor da Aciai, Oscar Muchau.

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Ele relembrou que o projeto de lei em questão já foi apresentado em julho de 2014, e foi rejeitado em dezembro do mesmo ano. Os vereadores da época votaram contra justificando o excesso de feriados neste mês.

“Para se ter uma ideia do custo de um funcionário para o comércio, com remuneração do piso salário salarial de Irati no valor R$ 1.330,00 por mês, acrescido de 75% em média de custos, soma R$ 2.327,50 ao mês. Ou seja, R$ 116,37 por dia”, detalhou Muchau.

Outra questão abordada é com relação aos empregos gerados pelos setores produtivos: indústria 3.123; comércio 3.507, serviços e construção civil 3.434, atividade agropecuária 431, serviço público 1.277, resultando em uma soma de empregos de 11.772.

Juntos a indústria, comércio e serviços geram 10.064 empregos, representando 85,49% dos postos de trabalho, segundo o Ministério do Trabalho, Rais 2016.

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Pontos abordados

  1. Alguns pontos citados no discurso tratam sobre os fatos que embasam a proposta para que seja realizada uma semana de homenagens, sem fechamento das empresas. Entre eles:
  2. Vivemos em um estado laico, tendo como princípio a imparcialidade religiosa; 
  3. A produção industrial seria altamente prejudicada, sendo comprovado, com testemunho dos empresários e estudos do setor  
  4. O turismo que movimenta o comércio local é promovido por pessoas que vem de outras cidades e não pelas pessoas que nela residem. O feriado seria comemorado somente em Irati, as cidades vizinhas, do Estado e do país, não estariam comemorando a data; 

Deve-se levar em consideração de que o feriado coincidindo com as terças ou quintas-feiras, há a prática de recesso, ou se for nas segundas ou sextas feiras transforma-se nos conhecidos “feriados prolongados”, o que esvazia a cidade.

Ainda foi lido na Tribuna, o posicionamento contrário a criação de feriado pelo Sindicato Patronal da Madeira de Irati e Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). 

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