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18/03/12 - 20h39 - atualizada em 18/03/12 às 21h04

"Eles não querem saber de nada" - Romário solta o verbo

Jussara Harmuch Bendhack, com informações de Veja


Romário durante coletiva de imprensa, em Brasília


Esta semana foi de Romário. Com simplicidade e seu jeito direto de dizer as coisas, o “baixinho”, como é chamado o ex-jogador e deputado federal pelo PSB, Romário, soltou o verbo.

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"Esta palhaçada vai piorar quando faltar um ano e meio para o mundial. O pior está por vir, porque o governo irá viabilizar as obras emergenciais, que não precisam de licitações. Por isso, estamos fadados a assistir ao maior roubo da história do Brasil", escreveu em sua página no Facebook.

Revista Veja sobre sua atuação como deputado

“Eles não querem saber de nada”

Em entrevista publicada nas páginas amarelas da Revista Veja, Romário conta que muitos deputados só aparecem em plenário para registrar a presença (hoje feita com leitura digital). “De mais de 500 deputados, uns 400 não querem saber de nada. Dão as caras, colocam a digital para marcar presença e se mandam. Vejo isso o tempo todo. Virou cena tão comum que ninguém demonstra um pingo de constrangimento em fazer o teatro”.

Ele diz que os discursos da Tribuna não seguem uma sequência lógica e os deputados mais velhos dominam o microfone. Ele falou apenas duas vezes porque foi sorteado. “A maior preocupação ali é dar show para a televisão. Tirando o sorteio, só dá para iniciantes como eu terem acesso à Tribuna nos horários em que o plenário está às moscas”, disse.

Sobre a troca de comando na CBF – sai Ricardo Teixeira e entra José Maria Marin: “Trocamos um ruim por outro pior”.

Tirando o final da entrevista em que Romário explica o motivo de sua antipatia por Ricardo Teixeira, eu diria que o “baixinho” mandou muito bem. Se bem que, considerando que por interesses particulares à frente dos públicos é coisa corriqueira entre políticos, até que o argumento do exjogador passa. O que foi que ele disse? Ele reclama que Teixeira não cumpriu com a palavra porque pouco antes da Copa do Mundo de 2002 havia prometido que ele seria escalado e seu nome acabou ficando fora da lista de convocados. “‘Romário, você está dentro do time’ (lhe disse Teixeira). Ainda perguntei se o Felipão (o então técnico) não ia se opor. ‘Eu mando nisso aqui. Pode fazer as malas’. Três dias depois meu nome estava fora”, reclama o ex-jogador, demonstrando que sua richa com o ex-cartola se deve a um fato particular e não contra a administração de Teixeira frente à instituição. 



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