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16/08/19 - 18h16 - atualizada em 16/08/19 às 18h45

Subseção da OAB de Irati comemora 25 anos com jantar

Evento recebeu presenças ilustres da Presidência da OAB Paraná

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e fotos Ciro Ivatiuk/Hoje Centro-Sul

A Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Irati comemorou 25 anos de fundação com um jantar no Restaurante Italiano, da 19 de Dezembro, no sábado (10). A ocasião celebrou, também, o Dia do Advogado, comemorado em 11 de agosto.

O evento recebeu as presenças ilustres do presidente da OAB do Paraná, Cássio Telles, e da vice-presidente Marilena Indira Winter. Ex-presidentes da Subseção da OAB de Irati, o prefeito Jorge Derbli e o ex-prefeito e advogado Rodrigo Hilgemberg receberam láureas pelo bom serviço prestado em favor da advocacia. A homenagem ao ex-prefeito Hilgemberg se justificou pelo fato de que, em seu mandato (1997-2000), foi destinada a área para a construção da sede da entidade.

Ouça a entrevista com os advogados Luís Augusto Polytowski Domingues e Sônia Mara Gerchevski no fim do texto

Outra presença de grande prestígio no jantar foi a da conselheira federal da OAB, Edni de Andrade Arruda, primeira mulher a presidir a OAB em Guarapuava, que completou 50 anos de formação em Direito em 2018. Ela também foi a primeira mulher a ser condecorada com a medalha Vieira Netto, a mais importante honraria concedida pela OAB no Paraná.

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Participaram, ainda, do jantar, os vereadores Nei Cabral e Rogério Kuhn, representando o Legislativo iratiense, o delegado Paulo César Eugênio Ribeiro, o promotor Eduardo Ratto Vieira, o juiz Henrique Kurscheidt, advogados filiados e convidados. “No meu entendimento, foi um evento de confraternização e de reencontro, porque homenageamos os ex-presidentes. Alguns deles nem moram mais em Irati e estavam presentes, como é o caso do Doutor Julião [José Julião Evangelista], que fez questão de estar presente”, avalia a atual presidente da OAB Irati, Sônia Mara Gerchevski, que falou sobre a comemoração durante participação no programa "Meio Dia em Notícias".

A agenda de comemorações pelos 25 anos da Subseção se estende a outras atividades e teve início com o descerramento da placa de Luís Augusto Polytowski Domingues, na galeria de ex-presidentes, na quarta-feira (7).

Trajetória

“Tudo o que somos, tudo o que conquistamos, tudo o que a Subseção tem e é hoje decorre do trabalho daqueles que nos precederam. Tivemos a grata felicidade de ter conosco o Doutor Julião, que foi o primeiro presidente da Subseção, que foi quem, efetivamente, iniciou tudo aquilo que temos hoje, com a criação da Subseção e, depois, com a criação da sede”, ressalta o ex-presidente Luís Augusto Polytowski Domingues, que também participou da entrevista na Rádio Najuá.

Hoje conselheiro estadual da OAB, Domingues opina que a advocacia se transformou muito ao longo desse um quarto de século desde a fundação da seccional de Irati. Ele observa que, no domingo (11), dia em que se comemora o Dia do Advogado, foi efetivado o registro de número 100.000 na OAB-PR.

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“Somos, hoje, quase 80 mil advogados ativos no Paraná. Quando da criação da Subseção, éramos 25, 30 advogados [em Irati]; hoje, somos 315, um aumento significativo. A cada gestão, temos buscado melhores condições para os advogados e o respeito maior a nossas prerrogativas profissionais. A OAB sempre esteve, além da questão voltada à defesa do advogado, também esteve voltada à defesa da sociedade como um todo e do próprio jurisdicionado, daqueles que dependem do Poder Judiciário. Podemos elencar como uma conquista da Subseção nos últimos 25 anos o desmembramento, em 2007, da Vara, que era juízo único, desmembrou a Vara Criminal e Família e ficou Vara Cível; depois, em 2012, a criação da 2ª Vara Cível; na sequência, a criação do Juizado Especial, como unidade autônoma”, comenta.

Uma das pautas atualmente defendidas pela Subseção da OAB diz respeito à busca, junto ao Município, de um terreno para a construção de uma nova sede para o Fórum da Comarca de Irati.

Mercado saturado

A proliferação das faculdades de Direito – que somam mais de 1,6 mil em todo o Brasil – preocupa os profissionais da área pelo risco de uma saturação no mercado de trabalho. Apenas a título de exemplo: em Ponta Grossa, até a última década, havia curso de Direito apenas na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)– onde o curso já existe há 65 anos. Atualmente, além da UEPG, o curso de Bacharelado em Direito é também oferecido em quatro instituições de ensino superior privadas. Das sete instituições estaduais de ensino superior (IEES), apenas a Unicentro e a Unespar ainda não possuem Bacharelados em Direito. Entre públicas e particulares, são 64 cursos de Direito no Paraná.

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“Esse aumento exponencial no número de advogados decorre desse grande número de faculdades de direito e a OAB tem mostrado preocupação quanto a isso porque vai chegar o momento que o mercado vai ficar saturado. Teremos um número muito grande de profissionais sem saber se a demanda vai corresponder e se o mercado vai absorver todos esses profissionais”, analisa Domingues.

Conforme o conselheiro estadual da OAB, o Exame da Ordem não é um mecanismo para criar uma reserva de mercado e impedir a entrada de novos profissionais na área, até porque a prova, em sua visão, exige o mínimo conhecimento necessário para que o bacharel em Direito possa exercer a advocacia de forma responsável.

Comissão da Advocacia Iniciante

Um dos objetivos da gestão atual da Subseção da OAB de Irati, iniciada há oito meses, era o de fornecer apoio aos novos profissionais da área. Desde dezembro até agora, foram registradas 40 novas filiações à OAB em Irati – de 275 para 315 membros. Para tanto, foi criada a Comissão da Advocacia Iniciante, para acolher esses profissionais recém-formados e recém-inscritos na Ordem.

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“A partir do momento em que ele é acolhido na Ordem, ele já passa por cursos e reuniões. Agora, estamos tendo a Semana da Advocacia Iniciante no Paraná e estamos levando colegas que estão no comando da Comissão para aprimorarem seus conhecimentos. As coisas estão mudando rápido demais e temos que ter esse acompanhamento; a OAB está preocupada. Damos, inclusive, condições de eles darem atendimento aos clientes dentro da OAB. Ainda não temos os escritórios compartilhados, mas eu cedo minha sala da presidência para que o advogado possa atender a um cliente, quando ele ainda não está bem ensalado. Não vai deixar de atender a um cliente por isso”, observa Sônia.

Confira a entrevista com os advogados Luís Augusto Polytowski Domingues e Sônia Mara Gerchevski

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