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21/09/11 - 17h56 - atualizada em 06/12/11 às 10h30

Stoklos afirma que asfalto de Irati a Gonçalves Junior não teve aceitação de ex-prefeitos

Atual prefeito de Irati diz que os ex-prefeitos Rodrigo Hilgemberg e Toti Colaço não aceitaram e não formalizaram o recebimento do asfalto entre Irati e Gonçalves Junior na época da construção.
Da Redação, com reportagem de Marli Traple

A equipe de reportagem da Najuá foi procurada pelo prefeito Sérgio Stoklos na última sexta-feira, 15, para informar à população que as obras de Irati a Gonçalves Júnior foram reiniciadas e que reparos como estes já foram providenciados várias vezes.

Stoklos explicou que na gestão do ex-prefeito Rodrigo Hilgemberg, o governador fez o asfalto deste trecho de uma forma inadequada. Para Stoklos o principal problema enfrentado pelos agricultores daquela região acontece no período de safra, quando o transporte de caminhões pesados é intenso e a estrada não tem uma base adequada para suportar esta carga.

Estadualização

Sobre a estadualização Stoklos explicou que não basta apenas à Lei ser votada pelo Legislativo municipal e estadual, porque ela depende do interesse do governo estadual que deverá fazer este processo por etapas.

“Não é uma coisa que apenas uma votação de uma lei pelo legislativo Estadual e até pelo legislativo Municipal vá resolver. Então nós precisamos de fato, que isso venha por parte de uma mobilização nossa, pedindo para que o Governo do Estado estadualize esta estrada”, indica.

Segundo Stoklos, o processo é bastante complexo e envolve duas etapas bastante distintas que são o convênio e estadualização da estrada. “Através do convênio o governo participaria ajudando na recuperação do trecho. Já com a estadualização, a manutenção desta estrada, inclusive o restante da estrada de Gonçalves Júnior até o Itapará, ficaria tudo a cargo do Estado”, explica.

Stoklos afirma que o executivo municipal está trabalhando em cima da estadualização da estrada por etapas, ou seja, pensando primeiro na manutenção do trecho para que tenha condições mínimas de trafegabilidade.

“Se nós iratienses começarmos a falar que cabe ao Município, o Estado não vai fazer nada mesmo, e quem vai ter que pagar esta conta é a própria população de Irati, a partir do momento que tem que fazer um tipo de obra deste porte numa estrada que foi feita pelo Estado. Então nós temos que falar a mesma linguagem, no sentido de trazer o Estado para fazer esta obra tão importante, se o Estado não fizer, nós vamos então tratar de tomar medidas”, destaca.

Stoklos disse que os ex-prefeitos Rodrigo e Toti Colaço não aceitaram e não formalizaram o recebimento da obra na época da construção. “O Estado veio aqui fez uma obra e o município, legalmente, ainda não recebeu até agora. Mesmo estando dentro do município de Irati, é preciso que o próprio Estado faça a manutenção, já que foi construída por ele, e é o que estamos tentando durante toda esta gestão. Fazer com que o governo estadual assuma esta responsabilidade", desabafa o prefeito alegando que ele também, não recebeu oficialmente a estrada durante seus dois mandatos.

Pedido para que estrada seja recuperada vem sendo feito desde janeiro

Prefeito entende que processo de estadualização deve ser feito por etapas
O prefeito disse que  esteve na secretaria Estadual de Infraestrutura no início do ano e pediu que a recuperação fosse feita. A resposta obtida foi negativa devido ao período da moratória, estabelecido por Beto Richa no início da gestão.

No mês de Junho, ao tomar conhecimento que não aconteceria nenhuma ação por parte do estado, a prefeitura iniciou um processo licitatório para a contratação de empresas com recursos do Executivo municipal.

Segundo Stoklos esta obra - um trecho de 13 Km - faz parte do atual plano de governo que inclui a recuperação da área central do Distrito de Gonçalves Junior.


Obras emergenciais


Os reparos emergenciais tiveram início na região próxima ao campo de futebol.
“Tudo isso é muito burocrático, é demorado, as coisas são diferentes quando são de órgão público, ela tem uma demora. Agora a empresa que ganhou a licitação, como já estava programado, está começando da Colônia para cá", revela Sérgio.

Stoklos explicou que, caso o município optasse de fazer o recape total com o reperfilamento (que é a primeira camada que se coloca para alisar os buracos existentes), teria que deixar de fazer várias obras no interior e na cidade, já que  o custo é muito alto. O custo total gira em torno de R$ 3 milhões.


Prefeito não concorda com o fechamento da estrada    


Stoklos disse que é a favor da conversa de forma pacífica e pediu a compreensão da população com o governo Beto Richa, que deverá providenciar a recuperação total da estrada através do diálogo e não com manifestos.

“Nós vamos obter mais sucesso, acredito, dialogando do que fazendo um fechamento da estrada ou coisa parecida. Sem dúvida a comunidade vai estar representada por algumas pessoas para que possamos estar enviando esta reivindicação e obtendo do Estado uma posição”, acredita.

O prefeito disse que já conversou com alguns membros da comunidade daquela região e estará sendo marcada uma reunião em Curitiba com o secretário secretário Estadual de Infraestrutura, José Richa Filho (Pepe Richa), com as participações do deputado federal Eduardo Sciarra, de todos os vereadores e deputados estaduais que obtiveram votos em Irati. Também com a presença de representantes da comunidade como os ex-vereadores Ake Brandalize e Vilson Karas, com o objetivo de sensibilizar o goivernador sobre a necessidade desta obra.



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