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20/08/11 - 21h23 - atualizada em 23/08/11 às 08h30

Segundo Edélcio, antes de oferecer novos cursos, Unicentro deve se preocupar em manter qualidade da graduação

De acordo com o candidato a diretor do Campus de Irati, instalação de novos cursos é um planejamento de longo prazo que não depende somente da força de vontade da instituição, mas sim, da liberação de recursos do governo estadual, pois os cursos requisitados são bastante complexos do ponto de vista estrutural.
Rodrigo Zub, com reportagem de Marli Traple e Paulo Secco

Edélcio José Stroparo e Maria Rita K. Ledesma, candidatos a diretor e vice do Campus Irati da Unicentro
Da esquerda para direita: Osmar, Maria Rita, Edélcio e Aldo Bona

Ingressar em uma faculdade e concluir um curso de nível superior até bem pouco tempo atrás era um privilégio para poucas pessoas. Mas com o desenvolvimento e ampliação do número de universidades e também a criação de Programas do Governo Federal como o Prouni (Programa Universidade para Todos), este sonho praticamente impossível se tornou uma realidade bastante concreta na vida dos estudantes que tem agora a possibilidade de vislumbrar um futuro melhor. Mesmo assim, muitos deles reclamam que a concorrência é grande e a oferta de cursos de seu interesse é pequena em várias regiões do País.

Por isso, a expansão dos cursos nas universidades é uma reivindicação antiga apresentada por milhares de estudantes. Em Irati, a implantação dos cursos de Direito, Engenharia Civil, Medicina e Odontologia, estão entre as graduações que os estudantes mais têm reivindicado.

A discussão é bastante ampla, por esse motivo abordamos este assunto com o professor Edélcio Stroparo, que conversou com a equipe da Najuá durante a edição de quarta-feira, 17, do programa Meio Dia em Notícias.

Eleições

Vale lembrar que o professor Edélcio José Stroparo é um dos candidatos ao cargo de diretor  do Campus de Irati  da Unicentro. Ele encabeça a chapa “Rumo Certo”, que tem como vice a professora Maria Rita Kaminski Ledesma. Na eleição que ocorre no dia 15 de setembro, Edélcio terá como adversário o professor Gilmar de Carvalho Cruz, que faz parte da Chapa “Nosso Campus, Nossa Unicentro”.

Edélcio que concorre ao cargo de diretor do Campus Irati da Unicentro comentou sobre a possibilidade de serem implantados nos próximos anos novos cursos na Unicentro.

Segundo o professor, existe um planejamento e uma proposta da direção do Campus para que sejam instalados um curso em cada um dos setores de crescimento da instituição, que são as áreas de tecnologia, saúde e cultura. “Nós temos Artes Cênicas já previstas com projeto já bem encaminhado, que é uma articulação com o Município de Irati que investe fortemente nesta área cultural. Depois nós temos também investimentos na área tecnológica, como o curso de Engenharia de Produção, Engenharia Civil e na área de saúde, o curso de Odontologia”, revela Edélcio.

Mas antes que os futuros acadêmicos comemorem ou criem falsas expectativas, Edélcio explica que este é um planejamento de longo prazo que não depende somente da força de vontade da instituição, mas sim, da liberação de recursos do governo estadual, pois os cursos requisitados são bastante complexos do ponto de vista estrutural.

“Não temos dúvida de que estes cursos têm demanda na nossa região, são cursos necessários para o nosso desenvolvimento, mas exige muito investimento”, indica.

De acordo com Edélcio, antes de oferecer novos cursos, a Unicentro deve primeiro ter a responsabilidade de manter os cursos instalados em boas condições e concluir a infra-estrutura de alguns que ainda não dispõem de todas as instalações adequadas. 

Cursos de especialização

Para o professor, outra área que não pode ser deixada de lado pela instituição são os cursos de pós-graduação em níveis stricto senso, mestrados e doutorados, que tem aumentado o número de adeptos cada vez mais nos últimos anos. Por isso, Edélcio acha que estas demandas devem ser tratadas como prioridade pela universidade.

“Temos dois cursos instalados nestas áreas que são ciências Florestais e História que terá a sua primeira seleção agora, então isso já é uma etapa bastante significativa do desenvolvimento que a gente chama de crescimento vertical, então nós temos todas estas vertentes de crescimento”, comenta.

Participação ativa dos estudantes

Durante a entrevista, Edélcio falou também sobre outra reivindicação apresentada por lideranças estudantis da Unicentro, que solicitam a criação de uma política de assistência ao acadêmico.

O professor diz que o mais importante é a participação do estudante na gestão da universidade, garantida através do estatuto da instituição que concede espaço aos acadêmicos nos conselhos institucionalizados da instituição. Para Edélcio, esta é uma preocupação recorrente da instituição, que está estudando juntamente com os alunos maneiras e possibilidades de programar ações, junto a prefeitura e ao governo estadual para que o estudante tenha voz ativa na discussão perante as universidades.

“Nós entendemos que ainda nós precisamos caminhar bastante nisso, e estamos dispostos a encampar as lutas dos alunos. Que a maioria das questões tem a ver com questões orçamentárias, como por exemplo, questão do restaurante universitário, questão de acessibilidade ao campus, a própria questão de acesso físico ao campus, como por exemplo, a questão do transporte coletivo e outras demandas dessa natureza”, explica.

*Colaboração de Elizabete Budel


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