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23/05/18 - 17h05 - atualizada em 23/05/18 às 17h16

Projeto de escola de Gonçalves Júnior irá representar o Paraná em conferência nacional

Projeto “Água, a grande teia da vida” irá participar da 5ª Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente

Paulo Henrique Sava

Da esquerda para a direita: Professor Daniel Stefanon (Unicentro), professoras Camila Rocha dos Santos (orientadora do projeto), Késia de Fátima Zubreski (NRE) e Eliane Bernadete Lucavei Ilnitski (diretora da escola), com o aluno Alan Henrique Pedroso, de 13 anos

Um projeto elaborado pelo Colégio Estadual de Gonçalves Júnior foi escolhido para representar o Paraná durante a 5ª Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente, que será realizado em Brasília no dia 13 de junho. O projeto “Água, a grande teia da vida” foi realizado em parceria entre alunos e professores do Colégio, o Núcleo Regional de Educação e o Departamento de Geografia da Unicentro, representado por estagiários do curso e pelo professor Daniel Stefanon.

O aluno Alan Henrique Pedroso, de 13 anos, aluno do 8º ano, morador da comunidade de Invernadinha, participou juntamente com outros alunos da escola da conferência estadual realizada em Foz do Iguaçu no dia 07 de maio. Ele relatou que foram escolhidos dois alunos de cada turma da escola, que apresentaram o projeto para toda a escola. Depois disso, ele foi eleito para participar da Conferência Regional, onde foi escolhido para representar Irati em Foz do Iguaçu. Na ocasião, o projeto iratiense conseguiu o 1º lugar em todo o estado.  

Alan diz que não esperava ser escolhido para representar o Paraná na conferência. “Na verdade, muitas pessoas me incentivaram a isto, e eu não tinha ideia de que iria conseguir passar, mas quando chegou, foi uma surpresa para todos”, comentou. 

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Os pais de Alan chegaram a fazer orações pedindo que o projeto fosse escolhido. Ele comenta que a ideia do projeto foi inspirada no título da Conferência Nacional: “Vamos cuidar do Brasil cuidando das águas”. “Era uma exigência que se tratasse das águas. Trabalhei junto com meus pais, tive incentivo, treinávamos, e eles sempre me apoiando”, frisou. 

Alan está viajando para Brasília na expectativa de conseguir trazer alguma premiação da Conferência Nacional. “Eu acredito que dá, porque juntos somos mais fortes, então eu acredito que a gente consiga alguma coisa de lá”, afirmou. 

Fotos: Paulo Henrique Sava


A diretora do colégio, professora Eliane Bernadete Lucavei Ianitski, comenta que o projeto vem sendo trabalhado desde o início de 2017 com o Departamento de Geografia da Unicentro. Desde então, o trabalho vem sendo realizado em parceria com os estagiários do curso de Geografia e com o professor Daniel Stefanon. A professora destacou todo o esforço dos alunos e da equipe na realização do projeto. “Mostramos assim que nossos alunos são capazes e que acreditamos que eles podem muito mais. Proporcionamos estes espaços, estes momentos, para mostrar o quanto eles são capazes de transformar o meio, a sua realidade, e acreditar naquilo que fazem”, afirmou.  

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O professor Daniel Stefanon, do Departamento de Geografia da Unicentro, participou do projeto juntamente com quatro acadêmicos do 4º ano do curso de Geografia, Leandro Machinski, Éverson Rebinski, Ingrid Stadler e Regiane Mikuska. Eles auxiliaram na elaboração de um diagnóstico de possíveis problemas relacionados à água nas comunidades próximas a Gonçalves Júnior. “O Alan é nosso representante. Mesmo defendendo este projeto, que foi elaborado por muitas mãos, temos nele um cara que é uma referência até para nós, que estamos na universidade e estamos aprendendo muito com toda esta experiência aqui na escola. É importante frisar que este trabalho feito no Departamento de Geografia de tentar estar conectado com as escolas para nós é muito importante. Sabemos que isto traz para as escolas algo muito bom, mas para nós da universidade isto também é muito bom, pois aprendemos muito e incorporamos esta experiência dos nossos alunos e as nossas como professores nas escolas como elementos importantes na formação de novos professores”, ressaltou.

A professora Camila Rocha dos Santos foi a orientadora do projeto. Ela comenta que o projeto abrange também, além da recuperação da mata ciliar, a recuperação de algumas nascentes nas propriedades. Este trabalho já foi feito em alguns locais e deve ter continuidade. 

“Além disso, o projeto traz a conscientização da população local sobre a importância da preservação das nascentes, das águas. Os alunos também estarão contribuindo com a escola, trazendo algumas latinhas para que, com elas, nós possamos arrecadar fundos para uma panfletagem, para que possamos conscientizar a população local da importância da preservação das nascentes”, comentou. Somente Alan já havia levado 2,5 kg de latinhas para a escola. 

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Representando o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Irati, a professora Késia de Fátima Zubreski acredita que o projeto de preservação de nascentes feito pelos alunos representa o fortalecimento da educação ambiental nas escolas. “É uma mobilização que incentivou o protagonismo destes jovens, que precisa aparecer. Eles têm voz, são pessoas extremamente inteligentes e precisam do nosso apoio. Somente assim, conseguiremos enxergar o potencial que o nosso jovem tem”, comentou.

Késia acredita que o protagonismo juvenil se tornou uma necessidade dentro das escolas. “O que se mostrou diante de toda esta mobilização nas etapas da escola e da regional é que ainda temos professores que acreditam e que veem esta possibilidade de os nossos jovens construírem um futuro melhor. Quando eles colocam a mão na massa, eles saem do conteúdo de sala de aula e vão para a prática. Eles acabam tendo entendimento e a conscientização necessária para serem cidadãos críticos no futuro, e é disso que o nosso país precisa”, finalizou.  

A 5ª Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente está marcada para o dia 13 de junho, em Brasília.  


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