Notícias Irati e Região

25/05/18 - 12h28 - atualizada em 25/05/18 às 14h28

Greve dos caminhoneiros mobiliza também o comércio

Em Irati, lojas do comércio fecharam as portas e uma passeata foi organizada


Na tarde de ontem a Associação Comercial de Irati - Aciai, convocou seus associados para uma ação em apoio ao movimento grevista dos caminhoneiros. Para tanto, sugeriu que os estabelecimentos não abrissem as portas na manhã desta sexta, entre 8h e 12h, também convocou proprietários e colaboradores para se dirigirem até um dos pontos onde os caminhoneiros estão concentrados. 

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Cerca de 50% das lojas estavam fechadas no início da manhã desta sexta. Mais tarde, funcionários e proprietários que não trabalharam seguiram em passeata  da BR 153, Alameda Virgílio Moreira, em direção à Rua Dr. Munhoz da Rocha, ponto central do comércio iratiense. Por volta de 11 horas, a maioria das lojas da região central fechou e os manifestantes passaram pacificamente, guiados por um carro de som.

Confira as imagens da passeata no momento que alcançou a Munhoz da Rocha. Filmagem Paulo Sava:

Diversas associações comerciais em todo o estado se manifestarem a favor da greve durante esta semana.  

Atualização movimento grevista

Com informações do G1 e Folha de São Paulo

Pelo 5º dia seguido, caminhoneiros se reúnem nos 26 estados e no Distrito Federal. Os atos desta sexta-feira dão continuidade à mobilização contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017. Na noite de ontem, o governo federal e representantes de caminhoneiros anunciaram proposta para suspender a greve por 15 dias. 

Em alguns pontos do país, o protesto recebeu apoio de outras categorias como motoristas de vans escolares, taxistas, mototaxistas, entre outros trabalhadores. . 

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há 69 pontos de manifestação nas estradas federais.

Uma determinação judicial proíbe que os caminhoneiros fechem totalmente as estradas federais, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. A decisão é de 19 de maio.

Nas rodovias estaduais, são 134 locais onde há protestos, segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

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Depois de uma reunião de mais de seis horas com representantes de entidades de caminhoneiros, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) anunciaram a proposta do governo de um acordo para a suspensão da paralisação da categoria.

Representantes das entidades de caminhoneiros que ficaram até o final da reunião se comprometeram (à exceção de um) a "apresentar aos manifestantes" os termos do acordo. Além da Cide zerada e a redução de 10% no preço do diesel por 30 dias, o acordo prevê uma compensação financeira para a Petrobras pela redução do preço, com um subsídio pago pela União para que o valor do combustível permaneça reduzido. Essa política será perene e revisada a cada 30 dias.

A Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), principal liderança da greve em curso no país, não concordou com os termos do acordo. O presidente da entidade, José da Fonseca Lopes, deixou a reunião no Palácio do Planalto no meio da tarde, afirmando que a paralisação só acaba quando a promessa de reduzir os impostos sobre o diesel for publicada no Diário Oficial.

Carlos Marun afirmou que o projeto de redução do PIS-Cofins que foi aprovado na quarta-feira na Câmara não vai prosperar, pois os cálculos estavam errados. Ele afirmou que será estudado ainda no Senado o que será feito.

Guardia afirmou que só é possível abaixar ou reduzir os tributos se for aprovada a lei que reonere a folha de pagamentos, pelo Congresso. Primeiro a reoneração tem de ser aprovada, e no dia seguinte o decreto alterando a PIS-Cofins pode ser publicado.

Também estão no acordo reajuste na tabela de fretes de cargas e a promessa de negociação com os estados de isenção de tarifa de pedágio sobre o eixo suspenso em caminhões vazios.

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Reflexos da greve

Os reflexos da greve dos caminhoneiros são sentidos em diversos setores e cidades do estado. Não há mais combustíveis disponíveis em vários postos de Irati e região e demais cidades do Paraná. A informação foi divulgada sindicato que representa os revendedores, o Sindicombustíveis.

Metade das revendas de gás de cozinha de Curitiba e Região Metropolitana está sem estoque do produto, segundo a Associação Brasileira de Revenda de Gás (Abragás). As distribuidoras responsáveis pelo envase do gás, não têm como transportar os botijões

Houve redução da frota do transporte coletivo em algumas cidades. O Porto de Paranaguá, no litoral, também foi atingido pelos protestos. A movimentação diária das operações de granéis tinha caído, até quinta-feira, 27%: de 150 mil toneladas 110 mil toneladas. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) escoltaram dois caminhões carregados com leite na manhã desta sexta-feira em Ponta Grossa.

Cerca de 2 milhões de frangos deixaram de ser abatidos no estado em razão da mobilização. Cooperativas também suspenderam o abate de suínos.

A comercialização de frutas e verduras nas cinco Ceasas do Paraná (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu) caiu 80% com as manifestações dos caminhoneiros pelas estradas do país, de acordo com a central técnica.

A Infraero informou que os aeroportos de Londrina e Foz do Iguaçu têm combustível para um ou no máximo dois dias.

Desabastecimento na região

Supermercados das regiões norte, noroeste e dos Campos Gerais não estão conseguindo repor legumes, verduras, frutas, carnes bovinas e frango nas gôndolas. Em Irati, uma rede limitou a quantidade de venda de alguns produtos por pessoa para evitar o desabastecimento.

Várias universidades estaduais e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) anunciaram a suspensão das aulas devido à paralisação dos caminhoneiros. Na região, cinco instituições de ensino decidiram suspender as aulas por tempo indeterminado. A justificativa das instituições para a tomada desta medida é a dificuldade de deslocamento dos estudantes de outros municípios para as instituições.

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O transporte escolar em Irati foi suspenso. Porém, haverá aula normalmente para alunos que não utilizam o transporte. 

Em comunicado emitido na manhã de ontem, as chefias do Núcleo Regional de Educação de Educação de Irati e do escritório regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) decidiram suspender as entregas do Programa Leite das Crianças por tempo indeterminado em todos os municípios da área de abrangência do NRE de Irati.

A Prefeitura de Irati também paralisou alguns serviços em função da greve nacional dos caminhoneiros, que está afetando o abastecimento de combustível e de alimentos. “Lembramos que permanecerão os serviços essenciais, como de saúde, e os emergenciais de quaisquer setores. A Prefeitura possui um estoque de combustível disponível para os casos emergenciais”, diz a nota encaminhada à imprensa na manhã de hoje.

A coleta de lixo reciclável será realizada até hoje, sexta-feira, dia 25, com a utilização de dois caminhões percorrendo toda a cidade. Os outros dois veículos já estão sem combustível. 

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