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16/08/11 - 21h06 - atualizada em 18/08/11 às 09h45

DAC: Falta de atividade física, estresse e tabagismo estão entre as principais causas da doença que mais mata no Brasil e no mundo

Em entrevista ao Programa Show da Tarde, Dr. Luiz Augusto Borazo, alertou sobre os perigos e as formas de tratamento desta doença "silenciosa" que causa anualmente cerca de 140 mil óbitos em todo o País.
Da Redação, com reportagem de Nilton Luy e Rose de Castro

Segundo Dr. Borazo fatores de risco devem ser observados atentamente pelos pacientes que apresentam sintomas da doença
Um assassino silencioso. É assim que vários especialistas e profissionais da área médica definem as doenças cardiovasculares que são a primeira causa de morte no Brasil e, em vários países como os Estados Unidos. Entre elas, destacam-se a doença arterial coronária (DAC) doença que afeta principalmente o coração, causando o bloqueio gradual das artérias coronárias.

Dieta inadequada, falta de atividade física, tabagismo e estresse, ao lado da hereditariedade, são as principais causas desta doença que tem se proliferado em todo mundo, inclusive no Brasil onde aproximadamente 140 mil pessoas morrem anualmente em função desta doença cardiovascular.

Para falar sobre o assunto e alertar a população sobre os riscos e as formas de prevenção das doenças cardiovasculares, os apresentadores Nilton Luy e Rose de Castro receberam à visita do Dr. Luiz Augusto Borazo, que participou do Programa Show da Tarde, da Rádio Najuá.


Fatores de risco:

Homens na faixa etária dos 40 anos correm mais riscos. No entanto, as mulheres especialmente ao entrarem na menopausa, também correm sérios riscos de manifestar os sintomas;

Hereditariedade, abuso do álcool, falta de exercícios e o acúmulo de estresse são outros fatores de risco que estão diretamamente relacionados aos casos da doença;

Pressão alta, excesso de gordura na linha da cintura e níveis elevados de insulina. Os pacientes que apresentam esse conjunto de problemas têm mais chances de desenvolver doença cardíaca;

Fumantes também correm riscos mais altos de terem doença cardíaca, se comparados aos não fumantes;

Doenças renais crônicas podem aumentar os riscos;

De acordo com Borazo, a Aterosclerose Coronariana (nome dado ao processo de endurecimento e obstrução da artéria coronariana) se desenvolve gradualmente, em virtude de depósitos de gordura, colesterol, cálcio, colágeno e outros materiais que vão se depositando sobre a parede das artérias, restringindo o fluxo sanguíneo.

Tipos da doença

Borazo explica que existem três tipos básicos e mais comuns de desenvolvimento da doença que são: O período de incubação, que se forma entre a infância e a adolescência; Estrias de gordura que aparecem geralmente na adolescência ou no início da fase adulta; e por último se manifesta o estado clínico da doença, que ocasiona o infarto agudo do miocárdio e até a morte súbita.

Sintomas e prevenção

Geralmente os sintomas da doença arterial coronária não são perceptíveis ao ser humano, por isso, a orientação de Borazo é para que os pacientes estejam atentos e procurem um médico caso sintam qualquer alteração no organismo ou dor na região do peito, abdômen, pescoço, ombros, braços, e até na mandíbula.

“Os sintomas e o histórico familiar são importantes. O problema é que muitos pacientes com a doença não apresentam nenhum sintoma, pois os sinais clínicos começam a aparecer tardiamente somente em pessoas com faixa etária entre 50 anos e 60 anos. E isto é um grande problema porque como já dissemos essa é a principal causa de morte no Brasil e no mundo ”, reflete.

Realizar exames periódicos de eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiografia (ultra-som do coração) e ecocardiograma sob estresse são algumas das formas de prevenir e identificar a gravidade da doença arterial coronariana.
Outra forma de prevenção indicada por Borazo é através do exame de cateterismo cardíaco, que mostra o fluxo de sangue através das artérias coronárias, inclusive o número e tamanho delas, permitindo assim que o cardiologista tenha condições de iniciar o tratamento com o paciente.

Tratamento

Borazo explica que o tratamento da doença arterial coronariana depende da gravidade e da estabilidade dos sintomas. Por esse motivo, a indicação é para que os pacientes com sintomas leves, ou em estágio inicial da doença comecem a olhar com mais carinho, principalmente aos fatores de risco da doença, que se não forem tratados a tempo podem levar o paciente a morte. Controlar a pressão arterial e o índice de colesterol são duas medidas essenciais neste tipo de caso.

Já para os pacientes em que a doença se manifesta em um estado mais avançado, a hospitalização imediata e o tratamento com medicamentos são considerados as formas ideais de tratamento. “Se os sintomas não forem diminuídos com o tratamento medicamentoso, a dieta e a alteração do estilo de vida, o cateterismo cardíaco pode ser utilizado para determinar a possibilidade de uma cirurgia de revascularização miocárdica ou de uma angioplastia”, indica Borazo.

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