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16/02/19 - 10h12 - atualizada em 16/02/19 às 10h46

Construtora Derbli refuta suspeita de emitir notas fiscais sem prestar serviços em rodovias

Empresa emitiu nota a respeito da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que envolve as concessionárias do pedágio do Anel de Integração do Paraná
Da Redação
Construtora Derbli se manifestou através de nota sobre denúncia de que seria a principal fonte de dinheiro em espécie do esquema de corrupção envolvendo a concessão de rodovias no Estado

A Construtora Derbli encaminhou uma nota à reportagem da Najuá com seu posicionamento a respeito da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que envolve as concessionárias do pedágio do Anel de Integração do Paraná.

A empresa refuta a suspeita de emitir notas fiscais sem prestar serviços de engenharia e manutenção das rodovias. “A Construtora Derbli LTDA vem a público informar que há mais de 15 anos mantém relação comercial com a Construtora Campos Gerais, prestando serviços de engenharia e manutenção das rodovias. Os documentos apreendidos pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal na sede da empresa, quando da deflagração da 2ª etapa da Operação Integração, são aptos a atestar que a Construtora Derbli LTDA de fato prestou, ao longo deste significativo período tempo, os serviços contratados e devidamente pagos pela empresa contratante. Refuta-se, portanto, qualquer insinuação de que a Construtora Derbli LTDA emitiu notas fiscais sem que houvesse de sua parte a devida contraprestação, fato que certamente será observado pelos entes da administração pública quando se debruçarem sobre o farto material documental apreendido. Por derradeiro, a Construtora Derbli LTDA esclarece que está cooperando com os órgãos públicos de controle, entregando todos os documentos que lhe foram requisitados”, diz a nota assinada pelo Procurador da Derbli, Walter Alexsandro Silva.

Confira a nota da empresa abaixo

Download do Arquivo

A Caminhos do Paraná também negou que tenha firmado contratos fictícios com a empresa iratiense. Clique aqui e confira o posicionamento da concessionária.

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Denúncia

Conforme denúncia do MPF, a Construtora Derbli figura como a principal fonte de dinheiro em espécie do esquema de corrupção envolvendo a concessão de rodovias no Estado. O MPF descreve que a empresa sacou, no período de vigência do esquema, ao menos R$ 41.021.661,01 para entregar a Ruy Giublin, Carlos Lobato e José Julião Terbai Junior, que representavam interesses da concessionária e repassavam os valores a João Chiminazzo Neto (ex-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias- ABCR), para abastecimento do esquema de propinas.

Na documentação apresentada pelo MPF consta que a empresa Derbli também recebeu valores vultosos da Caminhos do Paraná e de outras empresas integrantes do grupo econômico controlador da concessionária, entre elas a Construtora dos Campos Gerais Ltda, com endereço registrado em Irati, Rua Coronel Grácia, 154, da qual recebeu a quantia de R$ 26.453.455,51. O local indicado pela Campos Gerais, até pouco tempo era um terreno baldio e hoje existe um prédio residencial no endereço. Logo após a conta da Derbli receber créditos, inúmeros cheques foram descontados na “boca do caixa”, além de terem “saques em dinheiro”.

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Em setembro de 2018, quando foi deflagrada a “Operação Integração II” houve busca e apreensão de documentos em Irati, na Concessionária Caminhos do Paraná e na empresa Derbli. Na época, em nota, a empresa disse não estava sendo alvo de investigação e que apenas forneceu documentos referentes às contratações com a Caminhos do Paraná.

Posicionamento do MPF

Já o MPF-PR informa que na ocasião da busca “constatou-se que a empresa Derbli lançava altos valores ‘disponibilidade em caixa’, quando, na prática, não existia no caixa da empresa equivalente disponibilidade de recursos. A discrepância demonstra que os vultosos saques da empresa foram contabilizados falsamente”.

Ex-governador virou réu na ação

No dia 10 de fevereiro, a Justiça federal aceitou duas denúncias sobre corrupção e pagamento de propinas por parte de empresas de pedágio a agentes políticos do Paraná. Com isso, 33 pessoas viraram rés, entre elas o ex-governador Beto Richa e os ex-secretários estaduais, Deonilson Roldo, Ezequias Moreira, Pepe Richa (irmão de Beto) e Nelson Leal Junior (ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná- DER/PR). As denúncias fazem parte do âmbito da Operação Integração.

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Segundo informações do jornal Gazeta do Povo, as investigações têm como base a delação de Leal Junior e os aditivos contratuais assinados por Richa e que teriam beneficiado as concessionárias, além de documentos relacionados a aquisições suspeitas de imóveis, operações supostamente realizadas com dinheiro de vantagem indevida, segundo a investigação. Conforme o Ministério Público Federal, Beto Richa teria recebido R$ 2,7 milhões em propina, valor composto por dinheiro pago ao tucano em espécie e “por fora”, na compra de três imóveis.

Uma segunda denúncia trato do chamado grupo empresarial, tornando rés mais 23 pessoas por organização criminosa e corrupção passiva. A prática de lavagem de dinheiro foi descartada. Entre os nomes citados constam três ligados a concessionária Caminhos do Paraná: o Diretor- Presidente Julião Terbai Junior (corrupção ativa e organização criminosa), Ruy Sergio Giublin (corrupção ativa e organização criminosa, que é citado como suposto articulador e negociador de propinas pagas pela empresa) e Carlos Roberto Nunes Lobato (corrupção ativa e organização criminosa, que é proprietário de uma das empresas que é acionista da Caminhos do Paraná).

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