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27/01/12 - 03h38 - atualizada em 27/01/12 às 03h55

Conselho de Desenvolvimento Rural de Irati destaca avanços no setor agrícola

Informe Publicitário da Prefeitura de Irati



A agricultura em Irati e as condições das estradas de acesso às propriedades rurais para o escoamento da safra são questões discutidas periodicamente pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, CMDRS. Através da definição de estratégias de trabalho conjunto com as secretarias municipais de Agricultura e de Viação e Serviços Rurais, a Emater, o Sindicato Rural e a Seab, o Conselho contribui com os agricultores que buscam ampliação da produtividade, facilidade do escoamento da produção e bons preços ao comercializar grãos, leite, hortaliças, frutas, dentre outros produtos.

“Nos últimos anos, a agricultura no nosso município cresceu muito por vários fatores; um deles é a parceria de trabalho de vários órgãos e os recursos de investimento que vem do Governo Federal, como Pronaf Investimento, Pronaf Custeio, Pronaf Eco”, defende o presidente do CMDRS, José Jair Pereira.

O crescimento do setor agrícola apontado pelo presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural diz respeito, sobretudo, à maior produtividade em diferentes culturas. Ele cita como exemplo a comunidade em que reside, Monjolo. Segundo Jair Pereira, desde 1998 até hoje, em Monjolo, a produtividade média do milho passou de 100 sacas por alqueire para 400 sacas por alqueire; e a do feijão também subiu muito. “A agricultura evoluiu muito com a correção de solo, aplicação de calcário, adubação verde, plantio direto”, argumenta.

Outro fator positivo, que tem auxiliado o desenvolvimento socioeconômico no campo é a boa conservação das estradas rurais, que torna mais fácil o transporte dos produtos agrícolas aos pontos de comercialização. “Eu tenho percorrido o município inteiro e vejo que todas as estradas estão em excelentes condições: não tem atolador, os ônibus têm acesso em todos os lugares para pegar os alunos, há cascalhamento para os agricultores praticamente na casa”, afirma Jair Pereira.

Jose Roniak
O agricultor familiar José Ronik, residente em Boa Vista do Pirapó, comenta que as estradas de boa qualidade têm favorecido o escoamento de sua produção. Milho, feijão e fumo são as principais culturas que ele mantém em sua propriedade. “Antes de nós ganharmos o cascalho, era difícil chegar pelas estradas, mas de uns tempos pra cá, para o nosso lugar, tá muito bom”, diz Ronik. Ele cita que na região de Pirapó e Boa Vista do Pirapó, as estradas em boas condições também têm sido importantes para a coleta do leite e para o escoamento da produção de soja – que gera o maior movimento. 

“O investimento tanto financeiro, quanto de mão-de-obra, tem sido muito grande para a manutenção de estradas rurais; estabelecer como prioridade a ação no interior foi uma decisão que tomamos e agora se comprova acertada”, afirma o prefeito Sergio Stoklos.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Viação e Serviços Rurais, a maioria das estradas gerais do interior de Irati encontra-se em condições adequadas para o deslocamento de veículos e máquinas agrícolas e, neste início de ano, as estradas secundárias estão recebendo a manutenção necessária.

Patrolamento Colônia São Lourenço
Estradas Pinho de Cima





“Sabemos que não resolvemos todos os problemas, até pelos danos frequentes ocasionados pelas chuvas, pela baixa conservação do solo em muitos lugares e pelo uso inadequado das vias, mas o trabalho de atendimento aos agricultores é diário e ocorre seguindo um planejamento, em que procuramos fazer o máximo possível”, afirma a secretária municipal de Viação e Serviços Rurais, Rozenilda Romaniw. Ela conta que a forma de trabalho adotada concentra as máquinas na comunidade a ser atendida para a resolução do máximo de problemas antes da destinação dos equipamentos à outra localidade, evitando o trânsito desnecessário de máquinas rodoviárias. “O que era um pedido dos agricultores”, lembra a secretária.


Estrada Itapara - entre Rio da Prata e Valeiros
Britador cascalheira Rio Corrente






Mesmo assim, devido ao fato da malha rodoviária de Irati ser muito grande – tem de cinco a sete mil quilômetros de estradas -, os equipamentos de que a Prefeitura Municipal dispõe, na opinião do presidente do CMDRS, “tornam-se insuficientes para suprir todas as necessidades, incluindo as estradas secundárias”.

Serviços no interior
O prefeito Sergio Stoklos lembra que, desde 2005, significativos investimentos vêm sendo feitos para ampliar o número de máquinas rodoviárias e tornar cada vez melhor a manutenção das estradas rurais. Neste ano, o Município irá adquirir mais dois caminhões, uma escavadeira hidráulica e um trator agrário, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Organização

Novas técnicas, crescimento da produtividade, acesso a recursos de financiamento e melhora da condição das estradas foram alguns dos fatores positivos do setor agrícola apontados do presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural de Irati. Dentre os aspectos que ainda precisam melhorar, Jair Pereira destaca a necessidade de organização para a venda dos produtos por melhores preços. “O que está faltando ainda hoje para nós na agricultura é organização, cooperativismo; o agricultor sabe muito bem produzir, mas infelizmente a gente ainda não tem organização para vender o produto”, finaliza.
Presidente do CMDRS, José Jair Pereira


Algumas das iniciativas da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento para auxiliar a organização dos produtores na comercialização de produtos são o apoio para o funcionamento da Cooperativa Girassol, a disponibilização de Câmara Fria e o trabalho para que seja construído em Irati um Mercado Regional de Produtos.

Cooperativa, Câmara Fria e Mercado Regional

O secretário de Agricultura, Estanislau Fillus conta que a Cooperativa Girassol iniciou suas atividades em 2011 e, de imediato, já trouxe bons resultados para os agricultores. “Em 2011, eles tiveram economia de 20 a 30% devido à compra de insumos ter acontecido de forma coletiva”, afirma o secretário. Outros aspectos positivos dizem respeito à agregação de valor, com a produção própria de óleo e de ração para os animais.

Na fruticultura e olericultura, a construção e disponibilização de uma Câmara Fria  Municipal para armazenagem de produtos também tem feito com que os produtores rurais tenham ganhos. “A Câmara Fria é de grande importância, pois mantêm a qualidade dos produtos e permite ao produtor escalonar o período de vendas, conseguindo melhores preços”, destaca o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura Antonio Sidnei Martins. Ele conta que cerca de 40 toneladas de pêssego e ameixa foram armazenadas, entre os meses de novembro de 2011 e janeiro de 2012, na Câmara Fria, o que tem beneficiado os fruticultores.

O espaço também se destina, entre os meses de março e dezembro, ao armazenamento de legumes e verduras, adquiridos dos pequenos produtores para a merenda escolar. 

Outra proposta que vem sendo trabalhada pelo Município em parceria com a Seab para melhorar a organização e, consequentemente os preços de venda dos produtos agrícolas é a construção de um Mercado Regional de Produtos, ou mini Seasa. O Município propôs a doação de um terreno nas proximidades da BR 277 onde poderia ser feita esta unidade de recebimento. De acordo com o secretário de Agricultura, esta programada para o mês de fevereiro uma reunião para dar continuidade à discussão do projeto.

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