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15/02/19 - 18h11 - atualizada em 15/02/19 às 18h18

Caminhos do Paraná nega que tenha firmado contratos fictícios com empresa iratiense

Concessionária afirma que Construtora Derbli realizou inúmeras obras no trecho sob sua responsabilidade
Da Redação
Caminhos do Paraná administra cinco praças de pedágio no Paraná

A Caminhos do Paraná se manifestou sobre a notícia veiculada na Rádio Najuá de que o Ministério Público Federal (MPF) aponta que a Construtora Derbli, que presta serviços para a concessionária iratiense, figura como a principal fonte de dinheiro em espécie do esquema de corrupção envolvendo a concessão de rodovias no Estado.

"A Construtora Derbli realizou inúmeras obras no trecho sob responsabilidade da concessionária, portanto não há que se falar em contratos fictícios. A Caminhos do Paraná e seus ex-executivos apresentarão defesa conforme os prazos legais. A empresa tem absoluta certeza da integridade de seus atos e do fato de que a região Centro-Sul do Estado tem passado por uma profunda transformação na qualidade de sua infraestrutura e em seus indicadores socioeconômicos, em grande parte em função das obras realizadas e dos empregos e impostos gerados com a concessão. A Caminhos do Paraná confia na Justiça e espera, em breve, que se esclareçam as denúncias infundadas que tem contra si", diz a nota encaminhada pela Caminhos do Paraná à reportagem da Najuá.

O MPF descreve que a Derbli sacou, no período de vigência do esquema, ao menos R$ 41.021.661,01 para entregar a Ruy Giublin, Carlos Lobato e José Julião Terbai Junior, que representavam interesses da concessionária e repassavam os valores a João Chiminazzo Neto (ex-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias- ABCR), para abastecimento do esquema de propinas.

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No dia 25 de janeiro, o MPF denunciou pessoas físicas, políticos e empresários que representam as concessionárias de rodovias no Paraná, incluindo o ex-governador Beto Richa, sua esposa, Fernanda, seus filhos e seu irmão Pepe Richa, ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, por organização criminosa e corrupção passiva e participação em um esquema que teria recebido pelo menos R$ 35 milhões em propina de concessionárias do pedágio. De acordo com a denúncia, Beto Richa e o irmão comandaram o esquema que teria desviado R$ 8,4 bilhões, através do cancelamento de obras em rodovias e aumento de tarifas no Anel de Integração.

O MPF apresentou ainda uma segunda denúncia, contra os ex-presidentes das concessionárias Econorte, Viapar, Ecocataratas, Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia, por corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Chiminazzo Neto foi denunciado como o principal operador financeiro do esquema. Ao todo foram denunciadas 33 pessoas, entre políticos, autoridades, empresários e agentes públicos.

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O dinheiro de propina entregue em espécie pelas concessionárias era obtido mediante a produção de caixa 2, por intermédio da celebração de contratos inteiramente fictícios ou através da celebração de contratos verdadeiros, mas com “valores inflados”.

Os delatores da Lava Jato, Nelson Leal Junior, então diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER-PR), Hélio Ogama e Hugo Ono, ambos da Econorte, informaram que as empresas Triunfo, J. Malucelli, Iacom, Iasin, CSO e Via Arte, ITAX (cujo nome é Pavimentação e Terraplanagem Schmitt) e a Construtora Derbli), geravam caixa 2 porque eram indicadas por Pepe Richa e Deonilson Roldo (ex-chefe de Gabinete e secretário de Comunicação Social na gestão de Beto Richa) para as concessionárias contratarem.

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Na documentação apresentada pelo MPF consta que a empresa Derbli também recebeu valores vultosos da Caminhos do Paraná e de outras empresas integrantes do grupo econômico controlador da concessionária, entre elas a Construtora dos Campos Gerais Ltda, com endereço registrado em Irati, Rua Coronel Grácia, 154, da qual recebeu a quantia de R$ 26.453.455,51. O local indicado pela Campos Gerais, até pouco tempo era um terreno baldio e hoje existe um prédio residencial no endereço. Logo após a conta da DerbliI receber créditos, inúmeros cheques foram descontados na “boca do caixa”, além de terem “saques em dinheiro”.

Em setembro de 2018, quando foi deflagrada a “Operação Integração II” houve busca e apreensão de documentos em Irati, na Concessionária Caminhos do Paraná e na empresa Derbli. Na época, em nota, a empresa disse não estava sendo alvo de investigação e que apenas forneceu documentos referentes à contratações com a Caminhos do Paraná.

Posicionamento do MPF

Já o MPF-PR informa que na ocasião da busca “constatou-se que a empresa Derbli lançava altos valores ‘disponibilidade em caixa’, quando, na prática, não existia no caixa da empresa equivalente disponibilidade de recursos. A discrepância demonstra que os vultosos saques da empresa foram contabilizados falsamente”.

Posicionamento da Construtura Derbli

A Construtora Derbli foi procurada por nossa reportagem para que pudesse se manifestar, mas não retornou nossos contatos até o momento. O espaço segue à disposição para esclarecimentos da empresa.

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