Entretenimento Cultural

03/08/18 - 13h32 - atualizada em 03/08/18 às 14h53

Trauma de infância na vida adulta

A psicóloga Danieli Pires Soares responde dúvidas de ouvintes

Jussara Harmuch, com entrevista de Paulo Sava

Danieli Pires Soares participa nas sextas da psicologia do Espaço Cidadão, com o apresentador Paulo Sava, pela Super Najuá 92,5, das 9h às 10 horas.

E o assunto de hoje (03) são os traumas da infância que interferem na vida adulta. Danieli é psicóloga e respondeu dúvidas de ouvintes.

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Existe cura para trauma gerado depois que o pai faleceu, há mais de 8 anos? “Talvez você não tenha conseguido trabalhar o luto depois do falecimento do pai, isso tem condições de ser tratar psicologicamente, mas pode demandar tempo”, respondeu. Uma ligação forte com pessoas que foram importantes na infância já falecidas, pode gerar trauma que reflete na vida adulta.

Também, por vezes, os adultos sem perceber embutem medo, insegurança, sem intenção de prejudicar os filhos. A intenção é de proteger ou até mesmo facilitar o dia a dia ou despertar interesse para o desenvolvimento de atividades. “Colocam rótulos nos filhos o que pode levar a dificuldades na vida adulta”, completa Danieli, que orienta os pais a conversarem com os filhos desde pequenos. 

Um ouvinte que trata de ansiedade e síndrome do pânico com medicação pergunta como parar de tomar. “Não tem como o tratamento ser feito apenas com medicação, precisa trabalhar o psicológico, conhecer seu próprio 'eu' e resolver assim algumas síndromes”, diz.

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O relato de outra ouvinte que perdeu o pai em uma fatalidade [ele foi morto por um touro] e hoje, com 45 anos, ela tem medo de animais, serviu de exemplo para a abordagem da psicóloga.

Alguns comportamentos da vida adulta podem ser derivados de atos ocorridos na infância como brigas em família, situações sexuais de abuso e até mesmo de presenciar cenas, assistir filmes impróprios para a idade.

Sentimentos reprimidos na idade infantil geralmente se manifestam na idade adulta. “Um caminhão de não, gera insegurança. Os filhos não são para a gente, são para o mundo. Isso prejudica, pois eles podem ser coagidos futuramente”, explica.

Superproteção, mesmo que seja por amor, também é prejudicial. “São, as pequenas coisas que desenvolvem o futuro, é preciso permitir a experiência”.

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Outro relato de ouvinte sobre o medo de animais. Ela disse que tem trauma de taturana desde pequena, quando sua irmã jogou um animal morto em cima dela. “Brincadeira de mau gosto, quando é criança, a dimensão é maior”, comenta.

O medo de falar em público é muito comum, agressividade, baixa estima e dificuldade de ter relacionamentos, são outros sintomas. “Muitas vezes há repressão ou punição com palavras. ‘Suas amiguinhas fizeram bonitinho e você não fez!’, o objetivo dos pais é incentivar, mas o que ocorre é o contrário, existem formas de falar, com jeitinho”.

Outra situação são pessoas que costumam comentar que passaram pelo mesmo problema ou pior e não são depressivas. “Cada indivíduo é um e lida diferente com as mesmas situações”.

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